Deixa-me que te diga que nada é o mesmo sem ti. Queria ouvir a tua voz, nada mais. Talvez roubar-te um abraço, mas também não peço demais. Vou riscando a folha, desenhando ao acaso. Já não sei mais o que faço. Deixa-me que te diga que os meus dedos ainda cheiram a ti. O cheiro das maçãs é agradável. Tu és ameno e preenches-me o vazio que me vai corroendo o coração. O sabor das maçãs, neste momento, assemelha-se ao paraíso. Mas eu só posso cheirar, afagar um bocadinho. Roubar-te um abraço e um beijinho na cara, nada mais. Eu sei, sempre soube, desde o princípio. Mas agora não quero ver, pensar. Quero cheirar, tocar, sentir. Não me interrompas, por favor. Não digas que não, diz apenas que sim. Não custa nada, dá um passo e avança. Deixa-me que te sussurre ao ouvido aquilo que nunca te disse.
“Nada é o mesmo sem ti…”
Cheira a mar, a espuma, a protector solar e a domingo.
Cheira a noites mal dormidas e a conflito interior.
Cheira a maçãs.
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1 comentário:
Passa no meu cantinho.
Adoro-te.
Come uma maçã e viaja!
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