sexta-feira, 31 de agosto de 2007


Menina: Brinca comigo… *com voz de mimo*
Menino: Brinco contigo?
Menina: Siiim! Brincas? *sorriso de orelha a orelha*
Menino: E porque queres que brinque contigo?
Menina: Porque não tenho mais ninguém com quem brincar…
Menino: Não tens? *meio indignado*
Menina: Pois não… ou estás a ver mais algum menino?
Menino: Não, não estou. Mas estou a ver ali um pássaro azul, olha!
Menina: Onde, onde?
Menino: Ali mesmo…
Menina: Não vejo nada!
Menino: Ali e aqui mesmo. Preso na tua imaginação e a querer sair…
Menina: Oh! Estou a vê-lo… É tão bonito. *olha maravilhada*
Menino: Vês? Agora ele é livre. *sorri*
Menina: E agora já podes brincar comigo?
Menino: Siiim… *sopra ao ouvido da menina*
Menina: *sorriso de orelha a orelha*
Menina e Menino: *dão as mãos e vão brincar num mundo onde a imaginação é livre, então, sorriem os dois*



:) - Jerónimozinho na foto cmgo ^^
Ah sim, porque contigo eu aprendi (e ainda aprendo) certas coisas importantes.
Tu foste e és muito importante :D ^^

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Falta de um toque.

Naquela noite nem um bocadinho de céu parecia bastar. Até ele parecia limitado e inseguro, não me deixando transpor para lá dele, não me deixando esvaziar a minha cabeça de pensamentos e perdê-los algures entre a atmosfera. Naquela noite nem o mar me parecia seguro. Naquela noite até as estrelas se riam para mim. Não me senti bem. Perdi o controlo. Deixei-me flutuar até meio metro e depois cai, ilesa. Desejei poder cair assim para sempre. Sem nunca me magoar.
Naquela noite nem o ar nos pulmões me bastava. Podia estar no ponto mais a sul de Portugal, mas nada disso me tranquilizava. Nem mesmo os dois pescadores que nos faziam companhia em todo o molhe (ou molho), a mim e às minhas amigas. Senti falta. Mas falta do quê? Senti que o céu não me deixava transpor as barreiras e isso sufocou-me um pouco por dentro. Senti falta de um toque. De um toque cheio da mais bonita das músicas e da maior das delicadezas. Mas também de um toque que fosse electrizante, de tão cheio de ansiedade que se encontrasse. Um toque querendo e necessitando apenas de outro toque. De puro afecto.
Então perdi-me outra vez. Perdi-me em fantasias de toques, algures entre o céu e o mar, não sabendo bem já qual deles não me deixava ir para lá ou para cá. Perdi-me de mim mesma sem saber bem como. Perdi-me até me encontrar outra vez no mesmo sítio. Então aí abandonei-me e flutuei dois metros. Depois cinco metros. A partir daí, perdi a noção. Então dei por mim a furar todas as barreiras intransponíveis que o céu me havia colocado e senti-me livre. Olhei para baixo e lá muito longe vi os meus pensamentos à deriva, necessitando de orientação. Chamei-os tão alto quanto consegui e minutos depois eles ultrapassaram-me. Continuaram infinitamente deixando-me só. Só com os meus sentimentos. Então aí abandonei-os ali, onde eles pudessem ser livres, para lá das barreiras intransponíveis. E voltei para terra, em pura queda livre. Mas aí já não me podia magoar. A terra abriu um buraco e eu cai no mar, enrolando-me nas ondas e sendo abraçada por elas. Então elas sussurraram-me ao ouvido que tudo estava e ia ficar bem. Acreditei plenamente nelas. Depois acordei. Já não me senti sufocada. Mas continuei a sentir falta. Falta de um toque.

31.07.2007 @ E foi assim que me senti naquela noite de céu aberto junto das minhas duas amigas, no ponto mais a sul de Portugal, o molhe do Farol.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

There's somekind of rain on my shoes!

Chove. Está a chover. Chove nos meus pés, tenho chuva nas mãos e nos braços. Tenho o cabelo a brilhar com gotinhas de chuva. Tenho chuva no coração. Tenho chuva nos meus sapatos. Tenho chuva no coração. Porque agora, está a chover mais do que nunca.
E eu, eu tenho chuva nos meus pés e nos meus sapatos. Eu tenho chuva no coração.



it's gonna get to your heart. no matter what you think, it will steal your heart tonight!
but i gave it to you, please accept it. it's too damn precious to be out on the rain, darling.
AHAH (L)

terça-feira, 21 de agosto de 2007

(u)

Quando descobrimos que não somos assim tão importantes para uma pessoa como ela é para nós, dói.
A princípio, dói pouco. Ficamos um pouco em estado de choque e o nosso coração bloqueia o que acabámos de ler. Mas depois começamos a assimilar, e começa a doer muito.
Depois, dói até demasiado. Dói tanto que só queremos parar de sentir com tanta intensidade.


Continuo a sentir, continuo a pensar nisso. Continua a doer.

domingo, 19 de agosto de 2007

Não-Sentidos


Confundi as coisas mais uma vez.
Já passou, ou então talvez ainda não.
É estranho... estranho o eu querer tanto, desejar tanto, pedir tanto e receber tão pouco.
Ou receber mesmo nada. Recebo delas, é certo.
Elas que me enchem e transbordam o coração. Quando o meu coração trapezista se sente agoniado e as lágrimas vão saindo eu sei, sei que uma delas, senão todas, estão lá para me dar a mão. E eu sei que na maior parte das vezes elas sabem do que preciso. Mas hoje, nem eu sei.
Confundi as coisas mais uma vez. E às 5 e 49 da manhã eu queria uma mão, talvez um abraço, mas sinto-me tentada a arrastar-me até à cama e a adormecer com o canto dos pássaros.
Ainda estou a fazer sentido? Alguma vez fiz sentido? Não sei.

Estou a transbordar ligeiramente.
Estou a esvaziar-me ligeiramente.
Estou a... não fazer sentido nenhum? Exactamente.
Hoje, nem a Maria Carolina faz sentido.
Nem tu fazes sentido. @

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Ericeira

AUSENTE uma semana !




mesmo em tão pouco tempo vou... ter saudades.


:') .

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

za za zu?

Borboletas na barriga ^^



Ok, ok.
Talvez eu goste.


-------> (dele)