domingo, 23 de março de 2008

E se?

E se eu construir uma ponte?

E se? E se? E se? E se? E se? E se? E se?
E se? E se? E se? E se? E se? E se? E se?
E se? E se? E se? E se? E se? E se? E se?
E se? E se? E se? E se? E se? E se? E se?
E se? E se? E se? E se? E se? E se? E SE...?


"You see, it's not about answers but about making the right questions."

in Joan of Arcadia

quinta-feira, 13 de março de 2008

Luz Azul


(Luz azul que dança nos teus olhos, luz azul que incendeia os meus. Luz azul que queima as minhas mãos.)



Olhei para cima e contemplei as estrelas brilhantes no céu. Depois suspirei e desejei que estivesses ali, ao meu lado. Deitei-me na erva, brincando com a minha imaginação. Carregando no play, na pausa e rebobinando sempre na parte mais importante. Naquela em que eu vejo os meus olhos a brilhar e quase que consigo sentir o meu coração a saltar com a mesma intensidade. Faço-o tantas vezes que às tantas até já duvido da existência daquele momento. Talvez tenha sido um sonho, talvez tu sejas um sonho.
Daqueles que estão o mais possível próximos de mim, tão próximos que quase sinto a sua respiração, mas que não consigo alcançar. Basta esticar um dedo para te tocar, mas não me consigo mexer. E tu danças, corres, saltas e ris à minha volta. Como se o espaço entre eu e tu te pertencesse mais do que qualquer outra coisa no mundo. E ainda assim eu não me consigo mexer e tocar-te. Começo a achar que isto é tudo uma conspiração entre o meu cérebro e o espacinho entre nós (que te pertence) para que o meu coração deixe de ser o tolo que é e pare de controlar as rédeas dos meus desejos e vontades. Ou talvez seja eu que já imagine demais e esteja a arranjar as razões mais improváveis do mundo para evitar aperceber-me da terrível verdade. Talvez.
Não, não pode ser. Quero dizer…por que é que o meu coração se atreveria a pregar-me uma partida deste tamanho? Não, não acredito. Tu és real. Ainda agora te vi sorrir com os dentes todos e saltar como se ainda fosses criança. Ainda agora vi a tua luz azul cintilar e rodopiar com a mesma velocidade a que sentes o que não queres dizer.
A tua luz encandeia-me e força-me a mexer. Força-me a levantar e a quebrar o teu território do espacinho que, diz ela, também deveria ser meu. Força-me a dançar, correr, saltar e rir contigo. Força-me a dizer o que não quero dizer. Força-te a ti também.
Força-nos, agora, a dizermos o que sentimos. Só sei que depois ficou tudo azul, acho que a tua luz nos cegou aos dois, e depois a minha mente deixou de rebobinar e de fazer pausa. Para continuar sempre no play e mostrando o “ecrã” todo azul. Cheio de ti.
Cheio da tua luz. Que, agora, é a nossa luz.


16.12.2007 @