Deixa-me que te diga que nada é o mesmo sem ti. Queria ouvir a tua voz, nada mais. Talvez roubar-te um abraço, mas também não peço demais. Vou riscando a folha, desenhando ao acaso. Já não sei mais o que faço. Deixa-me que te diga que os meus dedos ainda cheiram a ti. O cheiro das maçãs é agradável. Tu és ameno e preenches-me o vazio que me vai corroendo o coração. O sabor das maçãs, neste momento, assemelha-se ao paraíso. Mas eu só posso cheirar, afagar um bocadinho. Roubar-te um abraço e um beijinho na cara, nada mais. Eu sei, sempre soube, desde o princípio. Mas agora não quero ver, pensar. Quero cheirar, tocar, sentir. Não me interrompas, por favor. Não digas que não, diz apenas que sim. Não custa nada, dá um passo e avança. Deixa-me que te sussurre ao ouvido aquilo que nunca te disse.
“Nada é o mesmo sem ti…”
Cheira a mar, a espuma, a protector solar e a domingo.
Cheira a noites mal dormidas e a conflito interior.
Cheira a maçãs.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
terça-feira, 6 de maio de 2008
Espiral
Foi uma época feliz. As amizades eram de repente mais profundas, os sentimentos cresciam em espiral e nós com eles. Ríamos por rir e dizíamos tudo o que nos vinha à cabeça, como crianças que ainda éramos. Mas sentíamos, tudo. Nem que fosse a maior parvoíce à face da Terra, era sentida. A adolescência era uma fase desconhecida para nós, ainda mal tínhamos começado a dar os primeiros passos nela. Apesar de tudo, a espiral continuava em movimento e cada vez mais depressa. Os sentimentos tornavam-se mais complexos, mas nós ainda não estávamos preparados. Às tantas a espiral ultrapassou-se a si própria e as coisas começaram a deixar de fazer sentido. Mas era importante, ainda hoje é. Mesmo depois de tanto tempo, ainda nos consigo ver claramente a atravessar a escola a sorrir, o mundo à nossa volta era colorido e os problemas ainda não tinham nome. Olhávamos uns para os outros com cumplicidade, partilhando uma graça que mais ninguém sabia. Era bom guardar segredos que apenas eram importantes para nós, conversar acerca do mundo e saber que tínhamos alguém que estava ali, sempre. Mesmo que fosse oito da noite e o céu já estivesse escuro, se fosse preciso sentávamo-nos no poial à porta da minha casa e o mundo à nossa volta deixava de existir. Aprendi tantas coisas com vocês, foi tão difícil deixar tudo isso. Sei que as coisas nos últimos tempos já não eram bem as mesmas, mas continuávamos a gostar uns dos outros, acima de tudo. Houve coisas que não dissemos e que hoje podemos dizer, sem medos ou complexos. Hoje, ao olhar para trás, vejo que as respostas eram até bem simples. Não era tudo exactamente uma grande tragédia grega como parecia. Apenas ainda não sabíamos o que sabemos hoje e que amanhã saberemos. A vida é mesmo assim, feita de encontros e desencontros. Leva-nos para longe de quem gostamos e, por vezes, até de nós mesmos. Tenho saudades, muitas. Não só do “nós” que formávamos mas também do “eu” que eu era quando estava com vocês.
Sinto-me feliz por te ter encontrado, outra vez. Estás sempre no meu coração, as pessoas importantes e especiais não se esquecem nunca. E memórias como as nossas também nunca se apagam.
Estão sempre presentes, sempre.
Para o Daniel e o Pedro. @
Agora só faltas tu. : )
Sinto-me feliz por te ter encontrado, outra vez. Estás sempre no meu coração, as pessoas importantes e especiais não se esquecem nunca. E memórias como as nossas também nunca se apagam.
Estão sempre presentes, sempre.
Para o Daniel e o Pedro. @
Agora só faltas tu. : )
Etiquetas:
:),
(L),
csas boas,
feridas passadas,
yellow
sábado, 3 de maio de 2008
..
A vida vai passando devagarinho, mansinha.
Um pouco de tédio ali, um pouco de desespero acolá.
Uns quantos sorrisos rasgados e uns quantos braços cruzados.
Uns quantos andares apressados e uns quantos olás baixinhos.
A vida vai passando calminha :)
Um pouco de tédio ali, um pouco de desespero acolá.
Uns quantos sorrisos rasgados e uns quantos braços cruzados.
Uns quantos andares apressados e uns quantos olás baixinhos.
A vida vai passando calminha :)
terça-feira, 15 de abril de 2008
Corações
Ne-san: What if it never heals? What if I start decomposing into molecules? (don't laugh! this is serious) What if there's going to be a day where I'll say go away instead of stay? :/
Ne-chan: Even if you say go away I'll stay, and it will heal and it will pass and it will cure and it shall never be broken. You will find someone to hold you still when you are decomposing, to pick you up, you'll just have to wait...Denial is a lovely thing but isn't the truth. So don't go away, stay still and be close, closer...^.^
Já foi há algum tempo atrás que tivemos esta conversa mas...apeteceu-me.
Obrigada por seres quem és :)
Já agora, parabéns às minhas meninas lindas...Anna e Vanessinha! :D
Tenho saudades daquelas aulas, do à vontade, das conversas parvas ou especiais, da forma como vocês diziam o meu nome, das horas de almoço, dos gritos e dos jogos de matraquilhos, da forma como vocês tocavam a minha vida...e ainda tocam. Obrigada também...e que sejam sempre muito felizes!
(agora fiquei assim cheia de felicidade, apeteceu-me partilhá-la! :D)
Etiquetas:
:),
(L),
aniversários,
csas boas,
feridas passadas,
mana,
stay
domingo, 13 de abril de 2008
quinta-feira, 3 de abril de 2008
À espera
Eu posso esperar, a sério que sim.
Eu consigo esperar.
Mas não me faças esperar demais.
Já espero há tanto tempo que tenho medo de desesperar.
Já espero há tanto tempo por alguém, que também posso esperar por ti.
Posso esperar por duas pessoas, afinal que diferença faz?
Um pouco mais de ansiedade, apenas.
A sério que sim.
Não te apresses mas também não fiques para trás.
É que eu também tenho medo do tempo...e do escuro.
Eu consigo esperar.
Mas não me faças esperar demais.
Já espero há tanto tempo que tenho medo de desesperar.
Já espero há tanto tempo por alguém, que também posso esperar por ti.
Posso esperar por duas pessoas, afinal que diferença faz?
Um pouco mais de ansiedade, apenas.
A sério que sim.
Não te apresses mas também não fiques para trás.
É que eu também tenho medo do tempo...e do escuro.
domingo, 23 de março de 2008
E se?
E se eu construir uma ponte?
E se? E se? E se? E se? E se? E se? E se?
E se? E se? E se? E se? E se? E se? E se?
E se? E se? E se? E se? E se? E se? E se?
E se? E se? E se? E se? E se? E se? E se?
E se? E se? E se? E se? E se? E se? E SE...?
"You see, it's not about answers but about making the right questions."
in Joan of Arcadia
E se? E se? E se? E se? E se? E se? E se?
E se? E se? E se? E se? E se? E se? E se?
E se? E se? E se? E se? E se? E se? E se?
E se? E se? E se? E se? E se? E se? E se?
E se? E se? E se? E se? E se? E se? E SE...?
"You see, it's not about answers but about making the right questions."
in Joan of Arcadia
Subscrever:
Mensagens (Atom)