segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Ponto de referência

Spend all your time waiting for that second chance
For the break that will make it ok
There's always some reason to feel not good enough
And it's hard at the end of the day
I need some distraction, oh beautiful release
Memories seep from my veins
Let me be empty and weightless and maybe
I'll find some peace tonight
(...)
The storm keeps on twisting, you keep on building the lies
That you make for all that you lack
(...)
It's easier to believe
In this sweet madness, oh this glorious sadness
That brings me to my knees.


Tempos difíceis.
Manhãs felizes, tardes tristes e noites confusas.
Já não gosto dos Domingos, já não me trazem calma. Apenas a velha 'amiga' ansiedade.
Estou na margem do rio a atirar pedras para o outro lado, a vê-las impedir a água de fluir calmamente. Mas estou na margem do rio errada...estou sozinha.
E já não tenho bem a certeza de quem atira as pedras.
Já não tenho bem a certeza se quero ou não estar nesta margem.
Às vezes acho que já não sei nada.
Sinto-me a flutuar, sou pequenina e o meu tecto é de uma imensidão azul.
Sufoca-me.
Estou perdida a flutuar entre as duas margens.
É difícil a escolha. Ambas as margens simbolizam coisas importantes para mim.
Tão importantes que doem e muito.

"Tudo se resolve"
"É assim a vida"
"Viveram felizes para sempre"

(nada disto faz sentido)


Existe sempre um ponto de referência, aquele que nos guia até na noite mais escura.
Mas às vezes as coisas, até mesmo os pontos de referência, sofrem uma volta inesperada de 180º e tomam um rumo completamente diferente do anterior. Depois, já nada volta a ser o mesmo e esse rumo novo é completamente diferente do outro, tão aconchegante.
Às vezes as coisas chegam a um ponto em que nada mais podemos fazer, tudo mudou e nós somos impotentes. Prisioneiros da obscura mudança.
Não sou uma pessoa que goste de mudanças súbitas e permanentes. Detesto-as.
Adapto-me a algumas mas outras hei-de sempre recordar com tristeza.
Estou tão farta de voltas sem retorno. Quero voltar ao ponto onde comecei.
Porque agora onde estou só dá para dizer 'Eu e ela...era assim.'

(confuso? eu própria também estou confusa)

"Can I keep you?"




Abraças-me? (com voz de mimo)

5 comentários:

Alien David Sousa disse...

Querida Carol, li com muita atenção o teu texto. A vida é complicada e temos mesmo que aprender a lidar com isso, agora há algo no teu texto com o qual não concordo.

"Não sou uma pessoa que goste de mudanças súbitas e permanentes. Detesto-as.
Adapto-me a algumas mas outras hei-de sempre recordar com tristeza.
Estou tão farta de voltas sem retorno. Quero voltar ao ponto onde comecei."

A única mudança PERMANENTE que conhenço é a morte. As outras mudanças são sempre transitórias porque tu estás sempre a mudar, a crescer, assim, nunca podem ser permanentes. Vês as coisas assim, sentes um vazio que achas que é permanente neste momento, mas isso não passa de uma ilusão porque amanhã ou num futuro próximo esse vazio será preenchido e essa mudança que pensavas ser permanente deixa de o ser. Acabas uma relação, encaras isso como uma mudança permanente...mas depende de como olhas para as coisas, não é permanente, é uma mudança transitória para o que se segue. Entendes aonde quero chegar, as mudanças trazem sempre algo de novo atrelado por isso não podem ser estáticas, permanentes.

Quanto às voltas sem retorno. Carol, há situações na vida em que mais vale deixarmos o passado no passado. Ter a sabedoria para pensar que no futuro existe algo bem melhor do que passarmos a vida a tentar fazer com que algo que sabemos que não resulta resulte.

Não voltes ao ponto aonde começaste linda. COMEÇA AGORA!!! Com a experiência que já tens acumulada...COMEÇA AGORA. Faz de conta que acabaste de comprar um caderno novo e começar AGORA a escrever nele!

Um beijinho ENORME
p.s trata da net ;)

Anónimo disse...

:')

Tua, Hánnáh

Anónimo disse...

:')

Tua, Hánnáh

Jerónimo disse...

Olá Carolina! *.*
Bem... Parece-me que estás a enfrentar alguns problemas, nomeadamente com amigos. Estou certo ou não?
Não sei bem o que dizer, para ser sincero.
Que o texto está maravilhoso já tu sabes.

Quando julgares que estás perdida no escuro (sim, JULGARES), procura usar o teu tacto. Tacteia à tua volta, tenta reconhecer o meio. Vais ver que, mesmo às escuras, vais saber onde estás, e qual é o caminho a seguir.
Podes, também, soltar o coração e deixá-lo guiar-te como uma bússola. Ele sempre te irá ajudar. E ele ajudar-te-á a escolher entre as duas margens.

E porque não utilizar a tua força para construir uma ilha no meio das dua margens? ;-)

Grande beijinho. *

Jerónimo disse...

Mudanças... Mudanças acontecem a qualquer um. Podem ser esperadas ou inesperadas.
A minha foi inesperada. Mas eu já estava à espera há muito tempo. Mas custou-me muito deixar tudo para trás.

---

Hoje, estou contente, e faço uma perspectiva bem positiva da minha mudança. Conheci novos amigos, novos corações, novos sorrisos. Conquistei um lugar no coração deles, e eles no meu. Estou bem, estou feliz. E nunca vou esquecer os meus "outros" amigos.

Nunca.

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